| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Sporophilinae |
| Ridgway, 1901 | |
| Espécie: | S. angolensis |
O curió é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Conhecido também como avinhado, bicudo, papa-arroz e peito-roxo (Pará). Existem parentes próximos do nosso curió na Nigéria e na Califórnia, porém diferem do nosso na plumagem e canto.
O curió é muito estimado por seu canto, por isso é um dos pássaros canoros mais caçados e engaiolados por criadores, chegando ao nível de redução significativa de sua população em seu ambiente natural.
Seu nome, na linguagem indígena, significa “amigo do homem”. Por extensão, não podemos afirmar que o homem seja propriamente um amigo do curió, reduzindo seu habitat natural, caçando-o impiedosamente e fazendo desse pássaro um verdadeiro ícone de disputas de canto e de comércio desenfreado, que funciona nos meandros e muitas vezes na marginalidade das leis de proteção ambiental, beirando a imoralidade gananciosa e permissiva.
Atualmente o curió, assim como muitos outros pássaros brasileiros, encontra-se ameaçado de extinção, em decorrência da caça e comercialização que visam o mercado dos criadores ilegais e da destruição de seus ambientes naturais.
Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente; e philos = que gosta, amigo; e do (latim) angolensis = referente ao país da Angola na África, angolana, angolano. ⇒ Ave angolana que gosta de sementes. Este nome é resultado de um erro, visto que esta ave é exclusiva da América.
Tem como sinonímia Oryzoborus angolensis.
Muito procurado como pássaro de gaiola (Sick 1997). Esta é considerada a principal ameaça e causa de seu desaparecimento das regiões mais habitadas do país (Machado 1998). A grande pressão de caça a essa espécie pode ser constatada nesse trecho em que Willis & Oniki (1993) dizem que essa atividade “é incrivelmente eficiente para eliminar uma espécie anteriormente comum, exceto em lugares onde nós não dizemos para ninguém que ela existe”. CEO
É considerado Criticamente em Perigo no Estado de Minas Gerais, conforme a Lista Vermelha estadual.
Mede entre 10,6 e 12,4 centímetros de comprimento e pesa entre 11,4 e 14,5 gramas.
O Macho possui cabeça, peito, dorso, asas e cauda negras e região inferior do peito, ventre, crisso e infra-caudais de coloração castanha. As asas apresentam um pequeno e característico espéculo branco.
O bico é bastante robusto é utilizado para abrir sementes e apresenta uma mancha acinzentada na base da mandíbula. Tarsos e pés enegrecidos.
A fêmea e os imaturos possuem plumagem toda parda.
O bicudo (Sporophila maximiliani) é um parente muito próximo do curió e também excelente cantor, só que um pouco maior e é todo preto e com a mesma mancha branca na asa.
Atualmente somente duas subespécies reconhecidas:
(Clements checklist, 2014).
Interessante observar que, anteriormente, o denominado curió-do-México (Sporophila (= Oryzoborus) funereus, cujo macho é todo negro, sem a barriga castanha) também era considerado subespécie do angolensis, e agora, é considerada uma espécie plena.
Oryzoborus funereus : http://ibc.lynxeds.com/photo/thick-billed-seed-finch-oryzoborus-funereus/adult-male-feeding-fledgling
Alimenta-se basicamente de alguns insetos, várias sementes em especial a semente do capim navalha, subindo nos pendões de capim ou catando-as no chão.
Faz um ninho de paredes finas, em formato de xícara. Põe 2 ovos branco-esverdeados com muitas manchas marrons e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após a postura. Passados 30 dias do nascimento, os filhotes já estão prontos para sair do ninho. Atingem a maturidade após um ano de idade. O período de acasalamento inicia-se no final do inverno e dura até o término do verão.
Vive solitário ou aos pares, normalmente separado de outras espécies de pássaros, embora às vezes possa misturar-se a bandos de Sporophila e tizius.
É comum em capoeiras arbustivas, clareiras com gramíneas, arbustos nas bordas de florestas altas e pântanos, penetrando também nas florestas.
Encontra-se distribuído em quase todo território nacional, da Região Amazônica ao Rio Grande do Sul, passando por estados da região Centro-Oeste. Encontrado também em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.